Livros | Como eu era antes de você.




     Oi-oi geentee!
     Essa a primeira vez que posto uma resenha aqui no blog todas as vezes que eu tentei, acabei dando um spoiler e espero que dê certo e vocês gostem!


Uma lição de vida que a escola (realmente) ensinou.



        Esse ano eu mudei de escola. Logicamente, esse fato seria altamente irrelevante; se não trouxesse com ele uma nova etapa da minha vida e, consequentemente, de mim. Ganhei um pouquinho daquilo que sempre sonhei e sonho até hoje: INDEPENDÊNCIA. À qualquer pessoa que digo isso, recebo olhares de incredulidade e até de pena. Mas o fato é que dou valor às pequenas coisas, então foi impossível não me sentir feliz quando fiquei sabendo de um pequeno fato para os outros e, pra mim, algo tão grande: mudei de uma escolinha de bairro para uma no centro da cidade, enorme e com uma vasta variedade de gente.
        Minha mãe, irmão e o resto da família ficava me dizendo "você vai odiar! Lá é uma bagunça sem fim, sem contar nos ônibus que você vai ter que pegar e blábláblá". Eu esperava algo horrível. Eu esperava lágrimas de desespero e tristeza e uma Thays implorando pra mudar de colégio no início do ano. Esperava enfrentar pessoas mal-educadas, alunos ridículos e uma sala de aula gigantesca e desorganizada. Esperava que a minha nova vida fosse tão desagradável que eu desejasse voltar à antiga.
        E pra falar a verdade, eu espero até hoje.
        Eu amo tudo nessa minha nova fase. Amo meu astral, amo minha despreocupação, amo minha vontade de ser feliz, amo minha nova escola, amo o fato de que já tenho ótimas amigas e amo tantas outras coisas que fica difícil relatar em apenas um texto. Mas, para resumir, passei à amar o mundo. Criei objetivos, expectativas e metas. Fiz uma lista de sonhos, a colei no meu guarda-roupa, e não posso evitar sorrir sempre que a leio. Eu sorrio para a minha nova Eu e pra uma Eu que desejo ser um dia. Sorrio pra vida, pro mundo, pro céu estrelado e as luzes piscando que vejo da janela do meu colégio. Os ônibus correndo, as pessoas andando, aquele parque bem em frente e a brisa suave de uma noite de inverno. Amo o fato de que a minha nova versão sabe apreciar isso, esses pequenos detalhes que deixam a vida tão bonita! E eu gostaria tanto que todos pudessem ver isso. Que desligassem as luzes da cidade e famílias se juntassem no quintal de casa para ver a estrelas e conversar sobre o dia de cada um. Que as pessoas dedicassem mais tempo à espalhar amor (e amar!) do que o ódio, que todos tivessem palavras bonitas para dizer um ao outro. A vida é tão curta para se preocupar com essas bobagens do dia-a-dia... e daí se aquela menina não gosta de você? Ou se você não tirou uma nota tão boa naquela prova que estudou tanto? Ou se sua mãe pega tanto no seu pé que não dá nem pra respirar? São coisas tão bobas, mas que afetam tantas pessoas... pergunte à garota se você a fez algo de mal; se sim, peça desculpas; se não, passe a ignorar. A prova foi ruim? Não precisa chorar ou se desesperar! Você já parou para pensar que é apenas UMA prova no meio da sua vida INTEIRA? Não tem tanta importância assim. Estude mais na próxima, ou pergunte ao professor como recuperar a nota. Pra tudo tem um jeito. Sua mãe está te enchendo o saco? Deixa eu te contar uma coisa: ela é mãe! Você não vai saber o que cargas d'água se passa na cabeça dela até ter um filho também. E embora cada mãe seja de maneira diferente, uma com lógicas mais absurdas que a outra, no fim das contas, ela só quer seu bem.
        Então, se alguém me perguntasse o que aprendi até agora, com uma simples mudança de escola, eu diria: não leve tudo à sério. A vida é uma comédia. E às vezes, a gente só tem que olhar pra um céu repleto de estrelas e lembrar que tudo vale à pena. Que a vida é curta, e já está se passando. Você ainda está aqui? Corre logo atrás dela, rapaz! Antes que ela escorra por suas mãos.
     

O sonho de uma vida, a vida de um sonho.

     

        A chuva era torrencial. Da janela do segundo andar, não se podia ver ninguém nas ruas, mas dava para ver os seus vizinhos pequenos assistindo televisão. Aquele temporal certamente acabara com a diversão deles, mas apenas iniciara a de Margot.
        Todas as vezes que chovia, ela sentava em sua poltrona encardida, com uma xícara de chá quentinho e um bom livro em mãos, mas bastava poucas folhas para sua mente viajar. Margot gostava de imaginar, sonhar. Se via com mochila nas costas, tênis sujos nos pés e uma longa lista de países visitados. Ao contrário de muitas garotas de sua idade, ela não queria um namorado, um perfil na internet bombado, ou a nova coleção de maquiagens da MAC. Ela queria viajar o mundo inteiro, explorando, se encantando, aprendendo. Queria conhecer do Oriente ao Ocidente, do Japão ao Reino Unido, dos jeans às burcas. Queria viver por algum motivo, sorrir por alguma razão.
        Seus pais não entendiam isso. Quando Margot contou-lhes sobre seus planos, anos atrás, eles riram e balançaram as cabeças, como se fosse alguma brincadeira. Não era. Nunca foi. E por eles continuarem duvidando da intensidade de seu sonho, assim que pode, catou dinheiro, roupas, documentos, e sumiu, para bem longe. Até hoje, ela sabe que seus pais e parentes próximos a criticam por não viver no mundo real.
        Seu roteiro de viajem estava escrito e ilustrado em um enorme caderno decorado com retalhos de pano. Na terceira porta do seu armário, uma economia de anos para sua grande viajem, armazenada em embalagens de vidro de jujuba. O guarda-roupa já estava reformado, assim como si mesma, baseados nesse sonho. Nada mais importava. Não precisava de dinheiro, fama, namorado e muito menos bens materiais para se manter feliz. Só precisava, todos os dias, colocar um pouco de seu sonho em uma tigela, misturar com fé, esperança e paciência e alimentar sua alma. O dia chegaria. Ela cria nisso.
         E chegou. Chuvoso, frio e preguiçoso, do jeitinho que ela gostava. Enfiou suas roupas em um mochila enorme, junto à documentos, artigos de higiene, objetos com valor sentimental e uma foto do seus pais. Não hesitou em momento algum em abandonar seu antigo apartamento, aquele lugar nunca foi sua casa. Foi de ônibus para o aeroporto, sentindo um prazer um tanto desprezível em ver aquelas pessoas pela última vez (pelo menos durante um bom tempo). Margot queria mais do que os limites podiam oferecer. Ela queria tudo e mais um pouco. Fronteira alguma conseguiria conter isso.
        Embarcou para a Austrália no voo das 3h15. Poltrona 28, janela. Podia ver as nuvens carregadas lhe sorrindo. E ela sorriu também. Naquele dia, percebeu que, aconteça o que acontecer, seja qual for a situação, o mundo inteiro era só dela. A alma alimentada, agora, gargalhava de barriga cheia. Quantos sonhos seria capaz de guardar lá dentro até que ela vomite um enxurrada de realização? Margot adoraria descobrir.

Fotografia | Amor e Sonho.

Tumblr.



Oi-oi gente! Como vão vocês? Hoje eu vim aqui falar de uma das coisas que eu mais amo no mundo inteirinho: FOTOGRAFAR. Se você, assim como eu, não vive sem tirar fotos, acho que vai gostar desta nova categoria. Continue lendo!

Não sou mais tão criança.



        Em fevereiro, fiz treze anos. Deveria significar algo para boa parte das garotas da minha idade, afinal, é um ano a mais para se contar aos garotos mais velhos na internet. Mas para mim, não significa nada. O que é mais um ano quando sua mente não acompanha seu corpo? Eu nunca terei treze anos. O que o meu físico, meus documentos e a minha mãe dizem, não significa absolutamente nada. O que importa é o que tem aqui dentro, na minha mente, na minha alma. No meu eu interior. No que eu sou quando o mundo vai dormir, ou o que eu digo quando ele está alerta. São minhas atitudes. São minhas palavras. São os meus pensamentos. São todas as pequenas coisas que me fazem ser eu mesma, e não são dois algarismos que mudarão isso. Este é o erro da sociedade: associar idade física à mental. Levam adultos idiotas à sério e garotos inteligentes na esportiva, pela simples interferência dos anos de vida. Um recadinho à você, massa humana: nunca, jamais, em hipótese alguma, limite alguém pela sua idade. Eu não tenho que pensar tal coisa porque tenho tantos anos. Não me venha com essa. Não me venha com limites. Eles não existem. Sabia disso? Nem o céu é mais um limite. O universo e o infinito é todo nosso.

TAG: Amo/Odeio.


Oi-oi pessoal!Aqui estou eu com mais uma TAG, e dessa vez é a (como vocês já devem ter visto no título) Amo/Odeio; criada pelo blog Cherry Cookie. Fui indicada pelo Moda de Neve e, de novo, amei fazê-la. Acabei me auto-conhecendo ainda mais :D Mas, enfim, vamos lá.


Tag: Liebster Awards!



Oi-oi pessoal! Como vão vocês? Preparados para o primeiro post interativo do blog? Se sim, é só continuar lendo! (Se não, continua lendo do mesmo jeito).